Terá enorme relevância estratégica, criativa, social e econômica

Por Leonard Wadewitz *

Viver em um mundo no qual impressões tridimensionais são uma realidade é como fazer parte de um filme futurista. O fato é que não se trata de ficção, mas de transformações práticas, que prometem abalar as bases que regem a sociedade. Ao lado da impressão 3D está a em 4D e, juntas, prometem uma nova revolução industrial.

A impressão 4D se vale de materiais que interagem com o ambiente, podendo mudar de cor ou forma conforme interferências externas. Isso traz uma imensidão de possibilidades, com enorme relevância do ponto de vista estratégico, criativo, social e econômico.

Isso me faz pensar longe e concluir que é só o princípio, já que ainda estamos evoluindo apenas a primeira geração da tecnologia. Seria o mesmo que comparar com a primeira evolução dos computadores, por exemplo, ou com a primeira geração da internet.

Podemos imaginar as consequências e como as impressões 3D e 4D afetarão a competitividade e o funcionamento das empresas, com a possibilidade de automatizar e digitalizar a produção e distribuição de diversos produtos, eliminando gastos com armazenagem, transportes, etc. Diante disso, a consultoria IDC prevê que o mercado global de impressão 3D encerrará 2016 com um faturamento de US$ 15,9 bilhões, saltando para US$ 35,4 bilhões até 2020. Isso significa um crescimento anual de 24%.

Esse maior alcance das tecnologias intensificará o movimento digital do “faça você mesmo”, trazendo mudanças transcendentais. Imagine ver algo que gosta na internet e poder materializar aquilo em sua casa, apertando apenas um botão…..de forma rápida ou lenta, não importa. E tudo isso tem tecnologia como base. Nós estamos muito perto da “materialização” da revolução digital!

(*) Leonard Wadewitz é diretor da CompTIA para a América Latina e Caribe

 

Source: CIO


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